Ser LGBT não é doença

September 23, 2017

No dia 22 de Setembro fomos pra rua fazer a cobertura do ato "Ser LGBT não é doença", que aconteceu no centro da cidade do Rio de Janeiro em repúdio a uma liminar concedida por um juiz em Brasília autorizando psicólogos a tratarem casos pessoas gays como doentes, contrariando uma resolução da Organização Mundial da Saúde de 1999 - e o bom senso em relação à pauta da diversidade nos tempos atuais.

 

Além disso, a manifestação também clamava por nenhum direito a menos, pelo fim do retrocesso e pela despatologização das identidades LGBTI. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), considerar pessoas doentes de acordo com sua orientação sexual, identidade de gênero ou expressão de gênero “tem sido historicamente uma das principais causas por trás das violações de direitos humanos” enfrentadas pelo público LGBTI.

 

 

 

A concentração começou nas escadarias da Assembléia Legislativa do Rio, onde o bandeirão do arco-íris foi estendido. Enquanto o ato estava concentrando, o microfone ficou aberto para que os presentes pudessem se manifestar, até que depois do anoitecer milhares de pessoas saíram caminhando pelas ruas do centro da cidade, indo em direção à praça da Cinelândia. 

 

Foi uma experiência única para a Gataria estar na rua registrando esse momento histórico. E assim, todes juntes, levantamos nossa bandeira e a carregamos pelas ruas do centro, sentindo o seu peso, sentindo toda o peso da história de luta e resistência do movimento lgbt em nossos corpos. Sentindo que não há outra opção para um mundo mais diverso a não ser mostrar que existimos, que temos muito orgulho de ser lgbt e que não vamos mais aceitar calados as imposições da sociedade normativa. Porque SER LGBT NÃO É DOENÇA, muito pelo contrário, somos muito felizes sendo quem somos e não vamos mais nos esconder!

 

Felizmente o ato foi pacífico e quando chegamos na Cinelândia já era noite. Lá, mais algumas palavras de ordem, seguidas de um pocket show do Toco-Xona e de uma apresentação do maracatu Baque Mulher que esquentaram a galera, porque afinal de contas a gente é feliz, não é doente e adora rebolar a raba até o chão, né nom minha gente?

 

Meownnn!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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